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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

About: relacionamento - por Dr. Drauzio Varela

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?

“Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”.

Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.

Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Dr. Drauzio Varela

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

About: Love Is In The Small Things

Sometimes, love can be found in the simplest things, like spending a blissful morning in the kitchen

You can be in the same room without having to do everything together

It is hugging each other accidentally while sleeping

Even the most mundane tasks are more fun when you do them together

Even shopping for food can be exciting

True love means putting everything aside just to hug

The biggest dilemma is often what to eat for dinner

Even if you’re feeling a bit blue, there’s always someone that will hold your hand

Love is about the little things

Happiness is when both of you read in bed after an exceptionally tiring day

Building IKEA furniture is like playing with LEGO when it’s just the two of you

Sometimes, you have to ask hard questions

Cooking together often becomes the most challenging and the most fun task

Even the tiniest problems matter to your loved one

It’s having those long talks in bed about everything and anything

It’s when you know your favorite cuddling positions

It’s having a favorite cafe, where only you two matter

The cold autumn wind can’t touch you because your heart always stays warm

Love means knowing when you need to say sorry

There is nothing more comfortable than falling asleep on your loved one’s lap

It is about exploring new things, even if it’s just your neighborhood park

It’s knowing that it’s not always rainbows and butterflies, it’s compromise that moves us along

As long as both of you are headed the same way…

…Everything will be just fine

Fonte aqui

quarta-feira, 6 de maio de 2015

The beauty of the light structures

Tudo começou com o grupo do bambu e um email do prof papaléguas.
Me inscrevi pro workshop do dia 05/05 como mandava o email e tinha uma palestra aberta dia 04 de manhã.
Só consegui levantar porque recebi um bom empurrão virtual logo cedo, da única pessoa que acorda cedo suficiente pra isso.
E digo que valeu muito mais que o esperado.
Cheguei cedo na poli, suficiente pra ler um pouco enquanto esperava o prof chegar e informar onde seria a palestra.
Encontrada a sala, o prof anfitrião da fau apresenta os palestrantes: a profa Sigrid Adriaenssens (Universidade Princeton) e Eng. Knut Sockhusen (SBP – Alemanha).
Tive que ligar a chave do inglês, britânico mostrando sinais de quem mora nos states já há alguns anos, da parte dela, que nasceu na Bélgica e estudou em Lomdres. E da parte dele, inglês do alemão, sem mais.
Basicamente ela queria ensinar a importância das formas "anticlastic", a inexistência de superfícies retas nas membranas e cascas, plantar uma semente de curiosidade nessa área em nós e se divertir com todos.
Ele já queria mostrar o lado prático da coisa e olhar de uma maneira paralisadora, pelo menos pra mim.
No workshop, fiz um grupo com uma estudante da fau e um da poli. Deu super certo nosso trabalho em equipe, não sei se acabei impondo minha idéia,  me pareceu ser do grupo.....
A profa Sigrid disse, na hora da avaliação dos projetos: Gostei muito desse aqui, da forma, do espaço vazio sob a membrana, da posição diagonal dos mastros para aumentar a área de captação de água, muito bonito mesmo, as curvas estão Boas,  parabéns.
E saí feliz de lá por isso.
Adorei essa profa, muito simpática e divertida, com um olhar de quem sabe o que diz. Entrou na lista de mulheres exemplo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

About: Aborto e tecnologia para crianças

Uma amiga colocou dois posts polêmicos no facebook.

O sobre aborto gerou uma discussão imensa, com diversos exemplos, muito argumento batido, muito argumento bom.
Acabei nem comentando nada por ter demorado pra ver o post, mas preferiria ter o aborto legalizado, por proteção de quem opta por fazer.
Ao mesmo tempo pode banalizar o ato, facilitar demais? Mas e quem precisa? E quem precisa, precisa mesmo ou poderia ter evitado? Enfim, complexo.
Ouvi da minha mãe que a nonna dela abortava em casa, com chás e folhas. Olha o risco! Mas numa época sem métodos contraceptivos, em que as mulheres eram muito submetidas ao masculino, era um meio de se proteger. Mas ela era meio maluca, dizia "pra que uma prole de filhos, preciso viver minha vida". Não era o fruto de um estupro, ou uma relação indesejada também é um estupro não? Sim?
E essa cabeça dela de não querer muitos filhos era diferente da época. A outra avó da minha mãe teve sete filhos e disse pras outras mulheres que os maridos faziam filhos na rua, por isso tinham poucos filhos.
Tradições, mentalidades, moral. De uma época em que falar sexo era motivo para punição, hoje sexo ser tabu é mais por ser uma questão muito particular de gostos e possibilidades.
Mas voltando ao aborto, acho mais seguro ser legalizado para as mulheres que precisam. Mas que mesmo assim deve ser muito bem pensado. Tanto antes de fazer o filho quanto depois que o filho já foi feito.

Sobre a tecnologia, o foco eram as crianças que ficam muito tempo com Ipads e smartphones. Conversei com minha mãe outro dia sobre esse comportamento e achei bem preocupante. Pode ser educativo em alguns momentos, mas se já é complicado para adultos se absterem do virtual no cotidiano, sendo que não nascemos com celulares nos bolsos, que dirá uma criança ficar a mercê desses aparelhos? Não acho que seja saudável utilizar o aparelho como meio de distração. Crianças precisam de muita interação, atenção e convívio social. Mexer nas coisas cria sinapses mentais, formatos, textura, peso, coisas que o touchscreen não pode fornecer.
É inevitável o contato com a tecnologia. Mas é possível criar interesses em outras coisas e ensinar que a tecnologia é um recurso, não um escravizador da sociedade.
O adulto tem que saber alcançar a criança no limite que a direciona para a educação que ela precisa ter. É a diferença entre estabelecer um diálogo na linguagem delas e o de ficar conversando imitando criança falando tudo errado.
Posso só imaginar o que é ter filho(s) e me preocupa demais essa questão da tecnologia e como lidar com ela, até porque eu não tinha isso na minha infância, não tive exemplos.
Os nascidos na tecnologia estão vindo agora. Por eles, me preocupa a correria do mundo, o aparente encurtamento do tempo e sim, porque não, a tecnologia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um pouco coerente. About: felicidade

As pessoas lotam bares, festas, carnavais.
Arrumam o cabelo e colocam perfume.
Pintam as unhas, depilam as pernas.
Procurando.
Predadores e predadoras em busca de algo.
Só beijos, só sexo, ou amor?
Nas frequentadas baladas (essa palavra já penso com escárnio)
Estão em busca de diversão.
Diversão em diversas formas.
Só dançar, só beijar, só flertar.
Mas essa busca é muitas vezes vazia, lotada de estereótipos e julgamentos e muita leitura corporal.
A maquiagem e o gel no cabelo cobrem a verdadeira personalidade que está em busca de algo.
Algo que não vai encontrar ali, nem no restaurante nem em lugar nenhum.
Algo está dentro de cada um.
E quanto mais inebriado e oculto pelas materialidades, bebidas, mais longe ficará Algo.
Pode se divertir no bar, na balada, mas não vai ajudar a resolver o vazio de dentro.

Antes eu via natural as pessoas quererem essa diversão.
Mas hoje vejo um pouco diferente.
É como se fosse um efeito narcótico, bom no momento mas depois o vazio de antes aparece ainda maior.
A volta ocorre para trazer a felicidade de antes, mas cada vez precisa mais e mais para saciar.
O ciclo está pronto e o vazio camuflado.

Está é dentro de cada um a vontade de ser feliz e estar feliz, e é dentro que tem que ser buscada essa felicidade.

Uma criança me perguntou hoje vários porquês em sequência. Consegui chegar ao ponto de dizer que as pessoas são controladas pelo dinheiro e fazem coisas erradas porque se afastaram de deus (e aqui qualquer deus é válido) e consequentemente esqueceram de como viver em sociedade, esqueceram dos valores que regem a soliderariedade e principalmente esqueceram a cordialidade.

A cordialidade que surpreende e traz um instante de ternura com um desconhecido e contagia.
Não dá pra ser feliz sozinho.
Encontrar a própria chama de felicidade e espalhar o máximo por aí como o fogo se espalha na mata seca.
Isso que quero e que tento fazer nos meus dias.

sábado, 29 de novembro de 2014

Gaia, a gata

Tem um gato em casa. Uma gata pra ser mais precisa. Acho ela incrível.
Não sei qual o comportamento normal de um gato.
Porque acho a minha super especial.
As coisas que ela faz não existem.
São posições de dormir e lugares pra ser esconder impressionantes.
Um exemplo é na cadeira da minha bancada. Não dá pra encontrá-la quando ela resolve dormir ali.
E os olhares são intrigantes.
O que ela faz de tão especial?
Ela dorme basicamente. Quando não está dormindo está arranhando algum lugar ou dormindo.
Vida boa.
Tem comida e lugar de xixi limpinho, apesar das aves.
E qualquer lugar é uma cama.
Ela geralmente dorme no meu pé.
Acho que sou a única na casa que não se mexe dormindo e ela ficou aqui por segurança.
Mas acho que sou meio gata também. Eu gosto de dormir bastante e enxergo bem no escuro.
Só por isso mesmo. Meu equilíbrio também é bom.
Minha mãe tira foto da gente dormindo na mesma posição.  Parece que ela copia.
A Gaia caiu de costas na minha cama já,  e outro dia caiu no violão.
Ri muito.
Agora pouco ela estava meio super ativa pulando no meu colchão e correndo da sala pro quarto e pulando.
Aí ela cansou e veio deitar no meu pé.
Assim vamos dormir.
Uma companhia pro que resta da noite.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os Chakras e a sexualidade - o começo

Um pouco básico, mas pra começar está bom.

"Há duas formas básicas e primárias de energia no universo: Yin e Yang. Tudo que existe tem um polo contrário: inspiração e expiração, saúde e doença, nascimento e morte, masculino e feminino etc. Essas duas forças estão sempre interagindo entre si e, dessa forma, tudo no universo está em constante movimento.
Além disso, cada um desses polos carrega em si mesmo o seu oposto (observe a esfera branca dentro da área preta) em forma de semente e é somente uma questão de tempo que um polo Yin se transforme em um polo Yang e vice-versa. No ser humano, essa mudança de polaridade geralmente leva várias encarnações.
Yin - Yang
Yin - Yang
Assim, no plano físico, essas forças manifestam-se como sexualidade. O homem e a mulher representam polos opostos. Já vimos anteriormente que o sentido de rotação de cada chakra é invertido no homem em relação à mulher. Se um chakra gira para a direita no homem, na mulher, ele gira para a esquerda. Na homossexualidade, observamos uma rotação dos chakras invertida. Dessa rotação invertida dos chakras surge a atração entre os sexos.
Durante uma união sexual, o nível de energia que flui através do chakra sexual (genésico) aumenta consideravelmente. Isso provoca um aumento proporcional na quantidade de energia que flui através do canal principal (sushumna), localizado na coluna vertebral. Essa energia sexual (uma forma de prana) carrega os demais chakras, fluindo através dos nádis e é distribuída a todos os corpos, inclusive o físico. Com isso, ambos os parceiros sentem-se revigorados e relaxados, uma espécie de satisfação que independe de circunstâncias externas.
Entretanto, essa união é severamente prejudicada quando pelo menos um dos chakras está bloqueado em um dos parceiros. Isso pode reduzir a experiência da união sexual ao nível do segundo chakra e experimentar a sexualidade tão somente através do chakra genésico provoca um enfraquecimento energético tanto no homem quanto na mulher. Nesses casos o consumo de energia durante a prática sexual é muito elevado, visto que é drenada muita energia de todos os demais chakras.
Mas há uma forma de desbloquear os chakras que impedem a união sexual plena. Para isso é necessário que os dois parceiros irradiem e troquem as energias emanadas do chakra do coração (cardíaco). Essa irradiação ocorre naturalmente quando há amor entre os parceiros. Dessa forma, os bloqueios são dissolvidos e a união sexual pode atingir até mesmo o nível de uma união espiritual, que consiste na arte do tantra.
Quem vivencia uma experiência dessa natureza compreende que as forças sexuais não estão cingidas aos órgãos genitais, mas estão presentes em cada uma de nossas células."

Fonte: Meditação guiada

terça-feira, 1 de abril de 2014

About: Lilith - A essência do feminino

Os relatos mais difundidos sobre Lilith se encontram no Talmud, o livro dos Hebreus e ele nos leva a crer que Lilith seja um demônio, um espírito noturno que assombra o sonho de homens e mata criancinhas recém nascidas.
O mito hebreu nos conta que ela foi criada ao mesmo tempo que Adão, mas que foi moldada em terra e esterco. Embora suja Lilith era igual ao homem, com criação independente, diferente de Eva, que foi criada de uma costela de Adão.
Sendo igual, Lilith não se submetia a autoridade masculina e durante a relação sexual  Lilith questiona seu lugar sugerindo em ficar por cima.
Diferente dos animais e de suas fêmeas que ficavam por baixo dos  machos nas relações e que obedeciam e temiam Adão, Lilith tinha desejos e como seu único companheiro não os aceitava ela preferiu fugir  e viver com os outros únicos seres existentes: os demônios.
O mito de Lilith relatado pelos hebreus é na verdade o marco do início do patriarcado e ele registra a necessidade de legitimar a superioridade masculina.
Da anterior civilização sumeriana, o nome Lilith é derivado do nome Lil, a Rainha do Céu, que significa ar ou tempestade – o lado escuro e selvagem da deusa Inana. Lilith também está relacionada com a coruja - ave de rapina, noturna, silenciosa e que assim como a águia enxergar minuciosamente, porém na escuridão! Não obstante, ela é símbolo da sabedoria, que enxerga o que está oculto.
Era de Lilith que os homens medievais temiam pq os mitos da época a endemoniavam, pois ela incorpora o espírito do feminino livre, sexual, animal...
Ela representa aquela mulher que não foi moldada pelo Logus, que não foi bloqueada pelas exigências culturais e que vive de acordo com seus desejos individuais, puros, não se sujeitando às expectativas.
Ela é o protótipo da mulher real, verdadeira para si mesma, inteira e que prefere viver com os “demônios” ou as suas imperfeições a macular sua natureza por conforto, status ou dinheiro. Lilith é a mulher selvagem que abre mão do paraíso caso esse não lhe permita viver por inteiro. É aquela que ousa ver no escuro como as corujas, e abre mão do companheiro perfeito escolhido para ela pela educação e ousa viver a vida a partir de suas próprias experiências e escolhas, seguindo seus instintos com a coragem de uma leoa.
 É a mulher que ama a si mesma acima de qualquer homem e não se envergonha por isso.
É o que a torna rebelde para as autoridades e as regras sociais, mas lhe dá autenticidade, segurança e graça!
Lilith, a mulher original é força, potencialidade e fecundidade assim como a terra adubada (c/ esterco). Ela é o que todas nós somos no fundo do coração!

“Não posso conformar minha vida a modelos, nem jamais poderei constituir um modelo a quem quer que seja; mas é totalmente certo que dirigirei a minha vida segundo o que sou, aconteça o que acontecer. Fazendo isso, não defendo nenhum princípio, mas algo bem mais maravilhoso – algo que está em nós, que queima como fogo da vida.”
“Não posso ser fiel a ninguém, que não seja a mim mesma!”
(Lou Andréas Salomé  –  (uma Lilith do séc. XIX –  foi contribuidora e musa inspiradora de Nietzche, Rike, Freud e que lhes marcou a vida intensamente)
A ela minha mais profunda admiração!

Bibliografia recomendada: Lilith: A Lua Negra  e o Livro de Lilith
Fonte: Mistérios do corpo, Sabedoria da alma

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

The Voice Brasil Marmelada

E nessas horas eu me revolto por ainda assistir, pensar que algum programa da globo vai funcionar....
E me pergunto: a Rede Globo manipula o resultado ou a globo manipula o povo.

O The Voice estragou semana passada, na semi-final, quando os melhores cantores (Marcos Lessa e Cecília Militão) saíram.

Não é THE VOICE? O povo gosta tanto dessas musiquinhas em inglês, deveria aprender um pouco de inglês então.

The VOICE, Brasil, a VOZ.

Hoje, sem dúvida, a melhor voz era o Pedro Lima.

Os 12 milhões que votaram pelo Sam Alves que me desculpem, mas ele desafinou e o falsete dele irrita.

A Lucy Alves foi completa, apresentação firme, presença de palco e afinada. Ela já é artista. Mas não foi a melhor voz da final. Nem da semi.

Mas o mundo é injusto e dos endinheirados.
A voz do Brasil foi escolhida pela globo. E somos obrigados a aceitar.

Felizmente, com a internet ainda podemos escolher escutar vozes potentes como a Cecília Militão ou timbres arrasadores como o Marcos Lessa.

domingo, 23 de junho de 2013

About: Dilma Roussef

Não quero denfender niguém, sò não acho certo falarem bobagem por aì
Vamos conhecer umpouco mais sobre a mulher no comando do paìs. 
O certo seria fazer isso antes de votar né.....

(descaradamente copiado do Terra noticias)

"Candidata: Dilma Rousseff (PT)
Nascimento: 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG)
Estado Civil: Divorciada
Profissão: Economista
Formação: Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.
Histórico de filiações políticas e partidárias: Polop, Colina, VAR-Palmares, PDT e PT
Cargos relevantes: Secretária da Fazenda de Porto Alegre; Diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Presidente da FEE; Secretária de Minas, Energia e Comunicação; Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil.
Dilma Rousseff em resumo
Prestes a terminar seu mandato, que durou oito anos - a completar em dezembro -, o presidente Lula viu-se incumbido a escolher um dos companheiros petistas para a sucessão no Palácio do Planalto. Preferiu olhar para dentro de seu governo e eleger um de seus ministros.
Dilma Rousseff, hoje com 62 anos, já havia sido Secretária de Minas, Energia e Comunicação e Ministra de Minas e Energia, antes de assumir o Ministério da Casa Civil.
Conhecida como "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", a ex-ministra foi a escolhida de Lula, um presidente que tem 85% de aprovação de seu governo e que deu ao PT o comando do País pela primeira vez.
Filha de um búlgaro, Pétar Russév, e de uma mineira, de quem herdou o nome, Dilma viu-se ligada à política desde muito cedo, mesmo não sabendo disso. Seu pai, que se naturalizou brasileiro com o nome Pedro Rousseff, foi ligado aos movimentos de transformações na Europa e deixou à filha o espírito libertário, além do gosto pela leitura.
Dilma Vana Rousseff nasceu sete dias antes do Natal de 1947. Teve uma infância tranquila e sem muitas dificuldades financeiras, com jantares servidos à francesa, em uma casa em Belo Horizonte. Por lá, ao lado dos dois irmãos Igor e Zana, ela ficou até a juventude. Neste período, estudou em colégios particulares de freiras, exclusivos para moças.
Mais tarde, em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, que era pública e tinha turmas mistas, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares.
No mesmo ano de seu casamento, em 1967, Dilma ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura.
A participação na luta pelo fim da ditadura deixou marcas no corpo e na memória da ex-ministra. Em 1968, Dilma e Galeno começaram a ser perseguidos em Minas - fato que os separou por conta da distância causada pela clandestinidade.
Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados "subversivos". A informação só veio quando a moça intelectual de óculos foi presa no centro de São Paulo, em 1970.
Antes disso, em 69, ela se tornou membro do VAR-Palmares (fruto da fusão entre Colina e VPR). Lá, ela conheceu aquele que viria a ser seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo - com quem mais tarde fundou o PDT no Rio Grande do Sul.
Tortura e fim da ditadura
As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte. Ao ser libertada, Dilma voltou à sua casa da infância para se recuperar ao lado da família. Como consequência, desenvolveu hipertiroidismo e depois, hipotiroidismo. Fez tratamento e conseguiu colocar os hormônios "no lugar". Neste período, ela estava dez quilos mais magra e com 25 anos. Em sua ficha do Dops, ela era apontada como "terrorista".
A partir daí, a mineira retomou os objetivos de vida e continuou estudando. Em 73, foi morar em Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria pena na prisão. Em 74, Araújo foi libertado e retomou a advocacia, enquanto Dilma ingressava na Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 75, ela começa a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho.
Em março de 1977, quando Dilma tinha 29 anos, Paula Rousseff Araújo nasceu. Mãe de primeira viagem, a ex-ministra tinha dificuldade para trocar as fraldas e fazê-la parar de chorar. Estava no último ano de faculdade e se dividia entre os estudos e a filha.
Além de Paula, nasceu também em Dilma a esperança de que o fim da ditadura estava por vir. Ela, então, ao lado do marido, engajou-se na campanha pela Anistia e organizou debates no Instituto de Estudos Políticos e Sociais. Mais tarde, fundou o PDT com Carlos - de quem se separou, após 25 anos de casamento, em 1994.
Câncer e braveza
Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou.

A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Por outro lado, Dilma, em suas aparições, retribui o carinho e define o presidente como uma pessoa extremamente afetuosa, de quem herdou a capacidade de dialogar. Em 2009, a "mãe do PAC" foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do País pela revista Época.
O ar de "braveza" foi desaparecendo aos poucos, junto às suas mudanças fisionômicas, que começaram em 2008. Ajudada pelas cirurgias plásticas, as linhas de expressão, as olheiras e os olhos caídos deram espaço a um olhar mais vivo, um rosto mais liso e um corte de cabelo mais moderno, definido pelo hair stylist Celso Kamura como "iluminador".
Mas as mudanças não aconteceram só externamente. Ela aprendeu com Lula uma forma mais leve de se comunicar com a população. Vez ou outra Dilma ainda escorrega no "discurso técnico", mas tem evoluído. Hoje, ela sorri mais."

Quem se lembra, a mìdia vivia falando que a Dilma era terrorista e militante.

Eu admiro a Dilma. Goste ou nao do que ela faz, de como ela governa ou dos amigos que ela tem, ela conseguiu uma coisa muito importante pro "feminino". Falar de beleza é tao idiota que nao consigo nem formular uma frase que nao pareça idiota... Pondo de lado essa minha simpatia pelo fato dela ser a primeira mulher no comando....
Beleza, ela era mesmo loucona numa época da ditadura, quando a repressão e a censura existiam deliberadamente.
Não acredito que alguém que foi torturada e presa pelos militares seja capaz de deixar o paìs regressar a um estado semelhante.
Se tem forças armadas e policia militar nos arredores dos estadios deve ter um motivo.

O que ela falou na TV é plausivel e pra mim, o que ela fala ilude a massa ou não, mas ela falou que està se preocupando com as reivindicaçoes.

Certamente ela apareceria na TV e falaria vou investigar tudo agora mesmo, politicos sujos, comecem a se preocupar que amanha vou na casa de voces!
Isso sim seria um discurso idiota.... é tolo da parte de qualquer achar que ela apareceria na TV concordando com tudo que a galera saiu falando.....

Outra coisa, não acho também que nenhum politico està "se borrando" como alguns videos da internet dizem por ai. Ela està na politica desde antes de alguns de nos termos nascidos e certamente sabe de muita sujeira e como essa sujeira funciona. E os politicos todos sabem como a sujeira funciona. TODOS os politicos sabem como funciona, mas do mesmo jeito que voce sabe que o seu colega de trabalho não faz nada e voce se ferra pra fazer o seu trabalho e o dele, ele não é demitido e voce não recebe extra nem obrigado por isso, a politica é assim também.

Repito, não quero defender a Dilma, mas essa nova geração revolucionària precisa respeitar quem jà fez parte de uma revolução. Algumas pessoas estão sendo presas, mas ninguém foi exilado nem condenado e muito menos ficou anos na prisão sem julgamento sendo torturado.

"O esperto aprende errando, o sàbio aprende vendo o erro dos outros"

Quer fazer diferença? Vote certo na proxima eleição, pesquise sobre os candidatos, desenvolva gosto pela politica, por discussão politica e quem sabe seu colega da faculdade não se candidata?

Qual a média de idade dos candidatos? Por que sò os velhos são eleitos?

Pense, mude.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

About: 20 coisas que as mulheres querem ouvir dos homens (comentado)

Alguém compartilhou esse texto no facebook e me deu vontade de comentar...
Lembrando que é um texto de humor, e como toda boa piada é baseada em fatos reais.

Vamos ao texto e aos meus comentários:

"Dificilmente encontramos um homem que saiba dizer acertadamente o que uma mulher gosta de ouvir, a maioria dará respostas superficiais. (como diz maioria vou deixar passar, mas até eu dou resposta superficial quando estou de saco cheio. stressada ou o assunto é irrelevante)

As mulheres possuem variações constantes de humor (concordo, TPM existe e é responsável por comportamentos inexplicados) e crises de insegurança, isso faz parte da natureza delas e pequenas frases são mágicas para mudar seu estado de espírito. Confira as dicas para melhorar seu relacionamento rs.. (rs, evidenciando RS, é uma brincadeira. E sim, frases mágicas porque funcionam como as palavras mágicas que aprendemos de criança, ou seja, questão de educação)

#1"Já que estou de pé, quer alguma coisa?" (eu falo isso e escuto isso de muita gente....)

#2"Nossa, amor, você parece triste. Quer conversar? Quem sabe uma massagem..." (troque massagem por abraço e talvez a frase mais falada e ouvida desse texto XD )

#3"Amor, você quer discutir a relação?" (deve ser a maior chatice, não quero ouvir nem falar)

#4"Sexo não é importante. Vamos apenas ficar conversando" (ahan Claudia, senta lá, se bem que tudo tem o seu momento)

#5"Por que a gente não vai no shopping e você escolhe alguns sapatos novos?" (eu não quero levar ninguém no shopping comigo a não ser pra ir no cinema...porque cada um não pode fazer o que quer e depois se encontrar? acho o cúmulo ficar arrastando amigo/namorado pra onde o outro não quer ir. Conversar é bom e ouvir um 'não quero ir' sincero me agrada e não mata ninguém)

#6"Não... não estou com pressa. Pode se arrumar com calma" (pontualidade é questão de respeito. Atrasar 10min até rola, mas mais do que isso não custa avisar... whatsapp existe pra isso também)

#7"Eu realmente não sei o caminho. Vamos parar e perguntar" (GPS, eu tenho, os celulares tem, não precisa perguntar pra ninguém)

#8"Esse vestido ficou bom, mas porque você não experimenta mais alguns?" (haja paciencia... o cara não merece isso... acho que somente minha mãe tem paciencia pra isso)

#9"Aquela mulher tem seios muito grandes. Prefiro os seus" (gosto não se discute... se o cara está com você ele deve gostar de todo o pacote.... vale pros 2)

#10"Você cortou o cabelo?! Tá linda!" (reparar que cortou o cabelo é exigido depois de cortes radicais... aquela aparada na ponta básica passa despercebida por todo mundo, o mundo não acabou porque ele não reparou nisso..... )

#11"Nossa! Como você é inteligente. Se não fosse você, não sei como eu viveria" (nem todas as pessoas são inteligentes ao ponto de ouvir isso..... sorte sua se você já ouviu)

#12"Esta noite quero te dar tudo o que você merece. Vamos ao restaurante mais caro da cidade" (eu particularmente não ligo pra parte do restaurante mais caro da cidade....basta sair junto e querer estar junto no restaurante, pode ser na pizzaria da esquina)

#13"Vamos hoje na casa da sua mãe. Faz tanto tenpo que não a vemos" (essa já ouvi e tem muito amigo meu que ama minha minha mamis... se sua mamis é legal que nem a minha é fácil ouvir essa)

#14"Pode deixar a louça comigo! Hoje é domingo e você merece descansar" (agora que estou cozinhando, ter que a lavar a louça cansa um pouco depois de cozinhar. Questão de divisão de tarefas e senso de cooperação. Apesar que se rolar o abraço do Bradley Cooper eu não ligo de ter que lavar a louça....)

#15"Querida, telefone para você. É o seu melhor amigo" (acontece....)

#16"Eu? Pro bar? De jeito nenhum!Prefiro ficar com você... Só vou se você for" (quem quer ir pro bar levanta a mão. Acho que cada um tem que fazer o que tem vontade. Não acho que tem que arrastar o outro pra sua programação, mas às vezes é bom sair junto né.... cada situação é uma situação e deve ser tratada com bom senso)

#17"Não vou beber muito. Afinal, ficar de pileque é fazer você passar vergonha. Isso nunca" (vale pra todas as pessoas do mundo)

#18"Querida, vou reclamar com o vizinho sobre essa história da filha dele ficar só de calcinha na janela. Que vergonha!" (deixa a moça ser feliz semi-nua....)

#19"Meu amor! Já pus a roupa suja na máquina" (questão de educação, aprendi em casa a por a roupa pra lavar, todos podem fazer)

#20"Acho que você deveria conversar mais com seu ex-namorado. Vocês ainda podem ser amigos" (bizarra essa) "

Tirando as frases que são pra fazer humor, o resto pode ser dito por qualquer, para qualquer um, porque fazem parte do dia-a-dia de pessoas educadas, com bom senso e que se respeitam.

Uma vez me disseram que pedir pra ter bom senso era muito.... mas eu ainda tenho fé.

Então, se você não escuta esse tipo de coisa dos seus amigos(as) e namorado(a), revise os seus conceitos, veja como se comporta ou troque de amigos.....

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

About: Dogville - analisando

Ia jantar e resolvi assistir um filme, pra nao ficar chato comendo.
Entao escolhi: Dogville.
Pareceu uma boa idéia, faz tempo, muito tempo que devo ver esse filme. Uma professora do 2° colegial me falou pra assisti-lo, e sò agora, 6 anos depois resolvo assistir.

Mas que momento oportuno eu diria.
Nada como um pouco de filosofia na minha vida engenheiristica para fritar o meu cérebro, mas tentarei aqui explicar o que eu nao entendi antes de googlar explicaçoes sobre o filme:

************
contem spoilers e referencias sobre o filme, se nao viu, pode entender ou nao o que eu vou explicar ou nao. Desapegue...

Uma coisa que me incomodava era o Tom ficar toda hora falando o que Grace (Nicole Kidman) deveria fazer. Ele também se achava mais esperto do que todos em Dogville ("cidade" que se passa o filme) e ficava com um discurso barato de que queria mostrar a verdade pra todo mundo. Ele era arrogante, o primeiro tipo de arrogancia.

Com o desenrolar do filme, Grace me irrita, porque deixa todo mundo se aproveitar dela de todas as maneiras possiveis, com a desculpa que de podiam fazer isso sò porque estavam dando abrigo à ela na cidade.
Perai! Ou voce ajuda ou nao. Falar que vai ajudar e depois ficar jogando na cara: "voce deve fazer o que eu mando porque eu te ajudo" nao é nem um pouco altruista.

Quando Grace se ofereceu para ajudar, na primeira vez, ninguem aceitou a ajuda dela. Por que?
- todos eram orgulhos ou arrogantes demais pra aceitar a ajuda dela
- nao acreditavam que alguem estava se oferecendo pra ajudar sem mais nem menos, desconfiavam que ela pediria algo em troca, como eles fariam se fosse ela

Ah sim, fiquei muito brava quando quebraram as bonequinhas e a Grace nem esboçou uma reaçao alem de chorar... foi o unico momento que ela chorou, mostrando que ela se importava com o que ela tinha construido e aquela quebra fisica foi também a quebra dos laços que ela tinha com a cidade. Depois desse momento ela passou a nao gostar mais da cidade e passou a se importar com o seu proprio futuro.

Os 15 habitantes da cidade representavam quase todo tipo de gente e cada um tinha seu defeito/qualidade, mas nenhum foi capaz de fazer nada pra Grace de bom grado. Todos se sentiam superiores porque tinham poder de decidir se ela continuaria ou nao em Dogville.

A propria Grace foi qualificada como arrogante porque aceitava ser tratada daquele jeito por eles, se sentia superior porque os perdoava mesmo depois de lhe fazerem mal.

No final, conversando com o pai, ela tem um tipo de epifania e resolve, com o poder que tem, apagar a cidade do mapa. O unico sobrevivente é o cachorro e ela sai satisfeita de la, com a frase: certas coisas é preciso resolver voce mesmo.

O fim da cidade foi pra mostrar que ela resolveu descer do patamar da arrogancia dela e dar o troco em todos que a trataram mal. Ela se permitiu se igualar e deixou sua furia responder aos maus tratos e ao modo como foi usada. Sò sobrou o cachorro porque ele foi o unico que nao se aproveitou dela.

Conclusao: nao pode esperar que as pessoas lhe ofereçam ajuda para resolver seus problemas. Voce mesmo deve descobrir e agir para soluciona-los.

********

Certa, superficial, infantil ou nao, sozinha eu cheguei até aqui.
Agora, pòs google, descobri que sò sobrou o cachorro porque ele era o unico autentico e outras coisas....

Antes de tudo, coloco esse trecho de uma entrevista do meu professor de Filosofia do colégio em relaçao ao filme, que encontrei sem querer:

"Dogville é uma cidade conservadora, pacata, apegada aos seus valores morais de forma tão sistemática que qualquer acontecimento capaz de quebrar sua rotina é motivo para uma reunião com todos os habitantes para se decidir o que fazer; um perfeito exemplo de democracia contemporânea. Tudo passa pelo voto coletivo, todos se tratam como iguais e se respeitam; mas diante de uma adversidade nenhum indivíduo decide sequer sua ação enquanto indivíduo. Não há espaço para o humano criativo em Dogville. 
Grace, ao contrário, busca por sua humanidade, pois se encontrava em meio à família de gangsteres em situação semelhante, com a diferença de seu posicionamento em busca do humano, já que ela é capaz de fugir desta realidade e privilegiar sua solidão para ouvir a interioridade no silêncio."
IHU - Unisinos

Sò cliquei nesse site no google porque estava escrito Kierkegaard, dai lembrei que tinha ouvido esse nome na aula de filosofia... quem dava a aula? A mesma pessoa entrevistada no site....  OH MUNDO!

E alguns outros sites, (nao tao bacanas....):

1) "Percebe-se na construção da trama e no foco humanista do tratamento dos personagens influências de escolas de filosofia, especialmente as gregas. Por duas vezes cita-se nos diálogos os ensinamentos dos estoicistas, uma escola que pregava o abandono da emoção para vivermos sem dor. E muito da moral da história gira em torno da diferença entre o altruísmo - dar sem esperar nada - e o quid pro quo - que exige uma compensação equivalente para cada ação."

2) "Ao abdicar dos cenários e dos adereços, o diretor procurou valorizar o âmago de cada personagem para que o espectador, despojado do “supérfluo” e do “superficial”, pudesse olhar apenas para o que verdadeiramente interessa em seu filme: a desumanidade que “emana” da humanidade."

2) "Dentre as leituras possíveis de Dogville, a que trata o filme como uma parábola moral me parece ser a mais interessante. Nessa perspectiva, Dogville é uma “novela exemplar” sobre o comportamento humano, a vida em comunidade e a tensão que se estabelece entre a escolha individual e a norma coletiva. Na segunda parte do filme, de maneira completamente oposta à primeira impressão que Grace tem quando conhece os residentes da pequena cidade, os moradores revelam a sua vilania, representada através de pecados da natureza humana como: a vaidade (Chloe Sevigny), o orgulho (Ben Gazarra), a ira (Patrícia Clarkson), a luxúria (Jean-Marc Barr), a avareza (Lauren Bacall) e a inveja (Stellan Skarsgard). Desse modo, por trás do gesto de tolerância e compreensão coletiva, só haveria torpes interesses individuais."

2) "De maneira bastante moralista o filme afirma repetidamente, e de forma agressiva, que todos somos responsáveis pelos nossos atos, e se temos problemas é porque não fazemos o suficiente para resolvê-los. Assim, nossa ignorância e ausência de um verdadeiro interesse pelo coletivo, ilustrado em várias passagens, é a alavanca que causa dor e sofrimento a nós mesmos; como, por exemplo, na seqüência em que um morador é reprimido verbalmente pelos outros dentro da igreja, ao lembrar que eles nunca se ajudam."

"2) O gangster, na perspectiva que apontamos anteriormente, é um Deus severo e vingativo assim como no Antigo Testamento. Nesse momento, ela e o pai dialogam sobre a soberbia: Ela quer o perdão para os habitantes da cidade, como se dissesse "eles não sabem o que fazem". Deus a acusa de soberbia por fazer a concessão de perdoar quem lhe é inferior e lhe impingiu tanto sofrimento. Grace diz que o pai é soberbo devido à sua vontade de vingança e pede poder, que lhe é concedido, para salvar Dogville. Entretanto, ao sair do carro, e ouvir Tom "o intelectual" dizer que escreveria sobre o que se passou, que aquilo seria passível de análise, ela se desilude com a humanidade e purga Dogville com o aniquilamento"

2) "Uma leitura possível do personagem Tom é que ele representa tão somente a parte da sociedade intelectualizada que, no filme, sempre repete as mesmas coisas, confunde os outros com seus discursos vagos; mente para dar coerência às suas teorias e tem medo de uma inserção mais incisiva nos problemas sociais; os exemplos estão presentes em várias seqüências, como por exemplo, quando ela é estuprada próximo dele. A esperança que Grace tinha na humanidade se perde quando os que realmente poderiam fazer algo, o titubeante Tom, não fazem e reafirmam sua hesitação e passividade; uma crítica ao papel dos intelectuais como operadores sociais, que reforça a opinião do diretor: a humanidade não tem salvação."

2) "A mensagem na seqüência final, quando Grace ouve os latidos do cachorro chamado “Moisés”, é que o animal tinha um motivo para não gostar dela, afinal ela havia roubado seu osso. Ela permite que o cachorro fique vivo pois nele há algo que não havia nos habitantes de Dogville, o que era?"

2) "Em Dogville, Lars von Trier apresenta uma percepção pessimista da humanidade, onde impera o cinismo, a hipocrisia, a chantagem, a vingança, a mentira, e uma visão dogmática que, além de rejeitar qualquer alternativa, simplifica e naturaliza a maldade."

3)"Dogville é uma imagem distorcida do mundo cristão(...). A cidade é repleta de cidadãos que num primeiro momento se mostram pacatos, inofensivos e não tolerante ao diferente, ao que vem de fora, neste caso seria a Grace.
Grace (Graça, absolvição, anistia, dispensa, perdoar, absolvição, remissão, indulto) é um personagem que vem de uma classe social distinta. Ela é requintada, é a representação do Belo, do ideal(...). Ela, em certos momentos, lembra a caridade, a justiça, e o ócio.
Grace aparece como um presente, aquilo que vai despertar o interior das pessoas, o que vai perturbar as pessoas, o que vai causar mudança, movimento, vai acusar e revelar os simulacros.
Tom é uma espécie de profeta, (...) elabora pensamentos e trata de questões morais.
A cidade é hostil, num segundo momento, torna-se hospitaleira e depois hostil novamente.
Os habitantes avaliam se Grace é digna de co-habitar na cidade. Neste momento temos a suspeita de que a cidade é justa, integra e agrega valores morais.
Grace mostra uma capacidade de interferir e provocar mudanças estruturais nas pessoas. Ela é de criação arrogante, porém se mostra humilde.
O pai de Grace coloca a polícia para persegui-la, no caso a filha é uma subversora aos olhos do pai. Uma harmonia que se estabelecia começa a ser dissolvida e os personagens pactos se revelam, mostram o seu verdadeiro ser.
Os personagens parecem assumir novas formas, novos devires. A questão do ideal é quebrada, a questão da moralidade é suprimida. Ha uma espécie de entrega aos desejos.
Grace sofre injustiças, humilhações e explorações de forma mais apurada possível. Os personagens se mostram e se envergonham.
Os habitantes querem de volta a antiga vida onde regia o simulacro, a grotesco, a ficção. A lei é aclamada pelos moradores. A lei é o gangster, no caso o pai da Grace.
A lei representa naquele momento a força, a arrogância e a violência. A lei estabelece a ordem. A força não é pacífica é violenta, e arrogante.
De Grace podemos concluir que ela age segundo e se expressa de acordo com estímulos naturais e com seus desejos.
O filme tenta mostrar essa dificuldade do ser em agir desta forma, mostra a questão de refrear, reprimir os desejos e impulsos.
Grace mostra a possibilidade de agir segundo a própria vontade. O filme tenta mostrar também o íntimo devastador que se esconde por traz de cada pessoa. O que tem de imoral em cada pessoa.
No final destruí-los é o melhor a fazer, é um crime menor que construí-los. Destruir para estabelecer a ordem. Grace passa de anjo caído a anjo exterminador. Conclusão: A partir de uma analise geral do filme, podemos aqui detectar pontos de confluência com o conceito de nietzschiano de forte e fraco (ou espírito livre e espírito cativo).
Como já mencionado Grace tem muitos aspectos que explicitam a atitude do forte. Primeiro que ela leva seu pensamento, sua maneira de agir e consegue, em um dado momento abalar com as convicções e os hábitos alheios.
Ela é, na comunidade, o ser diferente e que traz mudanças, mudanças radicais e profundas. Ela consegue fazer sair do outro os desejos, os anseios. Ela sugestiona o outro a ser livre, livre de forma absoluta.
Grace é uma pessoa muito distante daqueles habitantes porque seus hábitos são livres e espontâneos, ela é sincera e audaciosa, pois sabe que pode mudar e quer mudar os outros, que são fracos de espíritos, agarrados a uma tradição homogênea.
Grace busca conhecer todos os moradores, conhecer sua tradição e seus detalhes. E é nesse ponto que Grace promove as desconfigurações e instaura o caos.
Na verdade, Grace quer romper com a inalterabilidade, com a pachorra que envolve Dogville.
Quando Grace conclui esse processo, ela é tolhida.
Os fracos percebem que não são mais os mesmo. Eles se vêem diferentes, alterados. Seus modos são diferentes do normal, do padrão, do ideal. Eles não estão agindo conforme as normas morais e ai que residi o problema, visto que, às vezes, as ações e o pensamento que não se pauta nos preceitos anteriormente citados, causam desordem e podem causar certos malefícios aos que aderem.
Os fracos no geral, não suportam viver sem uma forma de dominação, de controle, de lei, de algo que os institucionam.
Os fracos se sentem culpados por se entregarem sem restrições aos seus desejos e se sentem sujos, impuros, arrependidos.
E para concluir, o final aludi ao apocalipse. Todos os ímpios são friamente executados, são tirados da terra (Dogville).
E de Grace, podemos concluir que a mesma se faz parece com Jesus Cristo, pois a mesma é livre, não cede a condições adversas e é indiferente às condições humilhantes a que é submetida. E nesse sentido ela deveria ser protegida, como acontece (no momento final quando o pai de Grace a encontra no vilarejo), dos fracos, esses que são um perigo para a existência dela.
Os hábitos de Grace são muito arrojados e perturbam a consciência do fraco que se sente incomodado e deseja suprimi-la na medida em que este (o fraco) se sente deslocado, desterritorializado, sem rumo, desatinando.
Em fim, podemos notar que o filme é muito semelhante, no que toca os conceitos de fraco e forte nietzschiano. A obra é muito cifrada, mas permite essa interpretação.
"

Fontes:
1) Wikipedia
2) espaço academico
3) filosofia UERJ
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