Fui de novo pra Buenos Aires para jogar um torneio chamado Espírito Sudaka.
Fui, depois de pensar em jogar com uma equipe chilena ou uma uruguaia, com o SoulFrisbee em um contexto completamente diferente do ano passado.
Minha cabeça como jogadora mudou muito desde então e consegui aprender a tempo de viajar como encarar os possíveis problemas que poderiam acontecer com o time.
Dentro do campo não tive surpresas mas o diferencial desse torneio é que viajei com o Victor. Isso foi novidade.
Cheguei a pensar que teria dificuldade em conciliar as coisas mas não. Flui tudo tão fácil com ele que nem precisei mudar nada que eu costumo fazer.
Encontrei alguns jogadores do ano passado que marcaram e conversamos, novos jogadores que ficaram amigos por coincidências, porque foram marcados no jogo ou porque queriam trocar as camisas.
É um campeonato, todos querem ganhar mas todos se respeitam. Algumas rivalidades acabam gerando maus jogos mas não é o normal.
Individualmente joguei melhor que o outro ano, fiz passes pra gol, defesas, gols. Fiz um gol que o Victor passou e fiz um passe pra gol do Victor. Coisas engraçadas que acontecem. Um dos cheers rolou beijo dos casais dos times, também ganhei o meu e o que gosto nesse esporte é poder perder uma partida e poder sorrir pro adversário que ganhou porque sabe que ele não vai te menosprezar e vai tentar te lembrar de alguma coisa boa da partida.
E isso me fez parar de jogar bola e me dedicar ao frisbee, e que é uma coisa que está em falta no mundo.
Respeito.
