quarta-feira, 13 de abril de 2016

O mundo dá suas voltas

Enquanto gira devagar
Parece que eu estou no mesmo lugar
Se eu olhasse de Marte,  diria que estou indo pra frente ou pra trás?
Mas estou aqui, então está tudo no mesmo lugar

Porque desistir se repete
E é uma alternativa que parece certa
Também me traz a memória
E me faz pensar que perdi a conta de quantas vezes desisti

Mas também,  quando foi que desisti de algo que acredito?
Isso nunca.
Então, por enquanto vou esperar
Girando, mudar de lugar

Não sei se vai funcionar
Mas por hoje, vou fazer uma outra vez
E tentar algo diferente.
Te encontrar pra fazer esse dia valer

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quero-te

Meio-dia

Você me enviou uma mensagem perguntando:

“O que está fazendo?”

Eu respondi:

Estou aqui deitada

Vendo fotos no tablete.

Quais?, você quer saber.

Eu respondo: aquelas da última viagem,

Especificamente a que estamos juntos,

Você de roxo e eu com a blusa roxa que você me deu.

Combinamos, dizemos juntos.

Agora você está de bermuda e eu de blusa comprida.

De algum time de ultimate.

Sexy não é a aparência, é a mente.

Eu sei que você comeu pão com manteiga no café e eu um chocolate.

Mas tomamos o mesmo chá.

Eu quero dormir todo dia na mesma cama que você.

Porque eu amo o jeito que você me acorda.

Tento levantar o mais rápido possível pra não te deixar com fome.

Mas gosto de me aproveitar e durmo de novo em cima do seu peito.

Porque você desistiu de levantar pra ficar lendo até eu me lembrar de acordar.

E depois tento explicar com a cara amassada algum sonho maluco que eu tive.

Agora eu estou aqui e você aí.

Uma cidade de distância.

E conseguimos nos ajudar.

Você e eu podemos chegar a qualquer lugar.

Já sabemos disso.

Vou olhar em seus olhos.

E não vou dizer nada.

Você sabe o que sinto.

Apóia sua testa na minha.

Deixa o tempo parar.

Dentro desse abraço.

É o melhor lugar para estar.

Almoçar, dirigir, correr, respirar

Fica mais gostoso na sua companhia.

Eu vou te buscar onde precisar.

Pra te encher de beijos,  jogar e nos jogar.

Sentir o seu cheiro, mexer no seu cabelo

e viajar com você pelo mundo inteiro,

Ou só até aqui pertinho.

Com você, qualquer lugar é lar.

Eu quero te tocar para te fazer sentir

O que eu sinto com um toque teu.

Especial. Simples. Real.

Inspirado no http://www.thebrocode.com.br/artigo-340-como-eu-te-quero/

segunda-feira, 28 de março de 2016

Sudaka 2016

Viajar é algo que gosto de fazer. Jogar também, Juntar as duas coisas é uma beleza.
Fui de novo pra Buenos Aires para jogar um torneio chamado Espírito Sudaka.
Fui, depois de pensar em jogar com uma equipe chilena ou uma uruguaia, com o SoulFrisbee em um contexto completamente diferente do ano passado.
Minha cabeça como jogadora mudou muito desde então e consegui aprender a tempo de viajar como encarar os possíveis problemas que poderiam acontecer com o time.
Dentro do campo não tive surpresas mas o diferencial desse torneio é que viajei com o Victor. Isso foi novidade.
Cheguei a pensar que teria dificuldade em conciliar as coisas mas não. Flui tudo tão fácil com ele que nem precisei mudar nada que eu costumo fazer.
Encontrei alguns jogadores do ano passado que marcaram e conversamos, novos jogadores que ficaram amigos por coincidências, porque foram marcados no jogo ou porque queriam trocar as camisas.
É um campeonato, todos querem ganhar mas todos se respeitam. Algumas rivalidades acabam gerando maus jogos mas não é o normal.
Individualmente joguei melhor que o outro ano, fiz passes pra gol, defesas, gols. Fiz um gol que o Victor passou e fiz um passe pra gol do Victor. Coisas engraçadas que acontecem. Um dos cheers rolou beijo dos casais dos times, também ganhei o meu e o que gosto nesse esporte é poder perder uma partida e poder sorrir pro adversário que ganhou porque sabe que ele não vai te menosprezar e vai tentar te lembrar de alguma coisa boa da partida.
E isso me fez parar de jogar bola e me dedicar ao frisbee, e que é uma coisa que está em falta no mundo.
Respeito.

Repetimos a colocação do ano passado, 6º lugar no geral, pq nos classificamos mal e enfrentamos nas quartas de final os que viriam a se tornar os campeões do torneio. Perdemos de 15 a 13 pros espartanos, que venceram a final por 15 a 5. Fomos o time mais difícil que eles enfrentaram no placar e saímos satisfeitos dessa derrota porque entregamos tudo que tínhamos pra vencer. Mesmo sem conseguir o ultimate permite essa sensação boa depois da derrota e saber que seu adversário gostou do desafio é uma ótima sensação.
Nosso espírito não foi bom, mas a equipe estava meio quebrada mentalmente. Detalhes chatos que não precisam entrar aqui.
De tudo, gostei de compartilhar o apto com pessoas que gosto e compartilhar o quarto com uma que gosto muito. Gostei de conseguir marcar bem as adversárias, de fazer defesa no cup, gol, assistência. Gostei de reencontrar as pessoas e conversar. Gostei de ver a final abraçada e de só bater a mão nos momentos de jogo. Gostei de beijar quando ganhei e quando fiz o passe pro gol e ainda mais no cheers. Gostei que tudo deu certo e de ter lembranças boas com boas pessoas.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Amor cotidiano - Laura Pausini

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Uma promessa não é um documento, não serve para nosso amor
Sermos parecidos está sendo simples para nós
Simples
Isso eu vou te dar
O meu empenho exclusivo
Outro eu não quero
Nada é melhor do que isso

Nosso amor cotidiano se esconde em tudo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Let's breathe the good airs

We have the tickets
We have a house
We have friends
We have a team
We are a team
We have each other
We have everything

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Só e combinado

Chocolate é gostoso.
Morango é gostoso.

Poderia ser só, chocolate.
Poderia ser só, morango.

Um dia chocolate apareceu no mundo do morango.
Um dia morango apareceu no mundo do chocolate.

Morango era tão quente que chocolate derreteu.
E descobriu que assim podia abraçar todo morango.

Continuava gostoso, só, chocolate.
Continuava gostoso, só, morango.

Poderia continuar, só, chocolate.
Poderia continuar, só,  morango.

Mas chocolate e morango era gostoso demais pra continuarem sós,
Que decidiram ficar gostosos juntos.

Por isso, quando morango está com chocolate é tudo muito gostoso.
E quando estão sós, gostosos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Analisando-me

7 anos de blog. Muita coisa registrada. De útil a inútil, de supérfluas e indiretas a não muito diretas e profundas. Estava procurando um post que falasse sobre relacionamentos. Com um olhar mais curioso, de quem não achou o que estava procurando, acabei identificando uma própria evolução nas entrelinhas dos posts, que vou tentar expor nessa retrospectiva.

2009 é o começo do blog e os posts basicamente contem pensamentos imediatos nem um pouco desenvolvidos e muita coisa copiada da internet de sites de humor bobinho.

2010 é um novo começo. Mudei de faculdade e muitas perspectivas mudaram. Passei a tentar formar algo mais com formato de diário mesmo, falando das expectativas do que podia acontecer e das minhas peripécias nas coisas acontecidas. Ainda superficial com relação a sentimentos, o primeiro post que revela algo mais denso aparece só em setembro, como um desabafo sobre minha avó hospitalizada. Então, quase no fim de 2010 aparece o primeiro texto-poema chamado Escolha, que tem um pouco mais de maturidade na escrita, com esboço da forma que escrevo alguns posts hoje.

Então 2011 começa na mesma onda que estava 2010, sem nada muito trabalhado e os posts ainda naquela mistura de diário com bobeiras engraçadas da internet. Mas mais uma vez em setembro algo gera um post mais denso, chamado Pedaços. Ele traz uma temática heartbreaker que dura mais uns 2 ou 3 posts e termina no fim de 2011 com Resposta da questão, onde parece que eu encerro o assunto da minha parte.

Paro aqui pra analisar a minha trajetória. Até aqui eu estava provando um jeito de viver bem tranquilo. Tinha tanta coisa pra me ocupar e pra descobrir sobre mim que eu não conseguia pensar em me relacionar com alguém. Em um momento anterior até pensei nessa possibilidade, mas a desilusão amorosa me levou pra um caminho defensivo que queria saber só de mim e mais nada.

2012 tem um tom novo, cheio de dúvidas sobre minha liberdade e o que quero fazer da vida. Um post de março resume bem como consegui ser aprovada no intercâmbio e a partir daí começa uma série sobre o acaso e o dilema ir ou não ir pro intercâmbio. E quando decido que vou, começam os posts reflexivos sobre o que acontece com o que fica. A parte de 2012 no intercâmbio volta a ter o tom de diário com a intenção de registrar o que eu vivia por lá, mas tem um único poema saudoso. Estava curtindo o auge da minha liberdade, provando os lados bons e ruins do começar do zero. E achei uma pérola em italiano, o desabafo e a cicatrização definitiva da ferida antiga, dos posts de 2011. Forse é a conclusão dessa primeira jornada.

2013 estou em Florença. Que espetáculo. O inverno tinha me castigado mas eu levantei com tudo e iniciei a exploração e o meu descobrimento. Peguei a mochila e viajei mais do que poderia. Os posts falam disso e chega um momento que estou vivendo tanto que não paro pra escrever mais nada de interessante. O fim do intercâmbio é acompanhado dos 3 posts de julho, sendo que um deles eu não sei de onde veio.
Posso dizer que o semestre não registrado de 2013 passei por muita coisa maluca. Estava meio perdida descreve bem esse tempo. Toda intensidade tinha que ser colocada de volta no recipiente rotineiro. Eu era um leão selvagem recém colocado com outros num zoológico.
Comecei a me reencontrar quando fui pro Chile e conheci a irmã da Loreto. Nós 3 saímos pra passear sob a cordilheira dos Andes e comecei a me reestruturar. A ficha da garota que tinha ido pro intercâmbio caiu pra dar espaço pra eu construir em cima de tudo que tinha aprendido. Foi um toque feminino que eu ainda não tinha escutado, e foi essencial.
Retomei o blog numa lerdeza, mais porque precisava de um lugar particular pra expiar meus pensamentos. Vivia uma problemática pra me readaptar ainda em dezembro, e dezembro também cortei muitos laços com pessoas que finalmente percebi que me ancoravam. Nesse momento eu percebo hoje que era o passo necessário pra eu poder iniciar a minha preocupação com os relacionamentos.

2014 ia começar do zero em diversos aspectos e isso me deu muita energia. Poucos posts de um ano em que muita coisa aconteceu. Os primeiros meses de 2014 foram um pouco conturbados, verdade, mas serviram pra me guiar estilo terapia de choque. As besteiras foram necessárias pra me colocar no caminho certo.

2015 foi um ano diferente, efetivamente ele está encerrado desde o dia 23 de dezembro pra mim. Experimentei um lado meu que eu não conhecia e que eu gostei bastante, apesar de ser um pouco frágil demais pro meu lado racional.
São poucos posts nesses 2 anos que não contabilizam a quantidade de coisas que aconteceram, mas alguns contém textos que seriam classificados quase como bons. Os textos que não são meus são realmente bons.

E já que estou aqui, por que não falar de 2016?
Não sou robô sem expectativas, mas de verdade não pensei ainda. Continuo com as certezas das coisas que eu não quero e o resto deixo acontecer.

Ah sim, tem uma coisa que quero por muito tempo, tanto que 2016 é pequeno demais pra servir como referência.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um belo dia

Quando saiu do quarto, era mais um belo dia amanhecendo. A montanha com a forma de gigante iluminada a leste, os picos amarronzados continuavam a pintar o horizonte e a brisa do mar soprava do oeste.
Só não entendia a euforia, nada havia mudado! Por que as pessoas pareciam mais felizes? Andou no meio dos desconhecidos e lhe diziam feliz ano novo ao passar. Fora isso e a felicidade, nada de diferente.

E então, saiu do quarto, era mais um belo dia amanhecendo. A montanha com a forma de gigante iluminada a leste, os picos amarronzados continuavam a pintar o horizonte e a brisa do mar soprava do oeste.
Tudo estava como antes, mas que notícia trágica tinha perdido? Andou no meio das pessoas e recebeu somente olhares estranhos. A euforia havia sumido tão rápido havia aparecido.

Que mundo complicado, pensou. Controlados por uma folha de papel que no final é jogada fora para dar lugar a um novo papel, até o bloco todo acabar e ser trocado por um novo. O que aquele dia igual aos outros tinha de especial? Será a comemoração da troca dos blocos de papel? Será que esses caracteres marcados em vermelho fazem as pessoas se sentirem felizes?

Tentou falar pras pessoas ficarem felizes novamente, não funcionou. Duvidou da própria sanidade, podia ser feliz também nesse dia não especial? Não só podia, como deveria. Em uma breve epifania, decidiu que não iria se deixar controlar pelo ciclo das trocas de blocos de papel, não!

Decidiu ser feliz todos os dias.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mais uma do tempo

O tempo passa
É uma certeza
Não diminui
Nem acelera o passo
Passa

A percepção existe
Rápido e devagar
Divertido e chato
Enganador
Não muda o passo

Então porque longe é uma eternidade
E perto é tão rápido que já acabou
Será que o corpo não aguentaria
Perceber que é feliz por tanto tempo,
E o tempo o protege?

Não foi citada a distância,
E só o tempo já é capaz de dar um duro golpe
Não se cita a distância dessa vez

A idéia é: não tem problema
Tem bastante tempo pra ficar junto
Depois.
Não me agrada deixar nada pra depois.
Mas é pra depois mesmo que quero contar
Então, só nesse caso, que envolve Mister especial
Vou deixar pra depois
E depois
E depois...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

About: Love Is In The Small Things

Sometimes, love can be found in the simplest things, like spending a blissful morning in the kitchen

You can be in the same room without having to do everything together

It is hugging each other accidentally while sleeping

Even the most mundane tasks are more fun when you do them together

Even shopping for food can be exciting

True love means putting everything aside just to hug

The biggest dilemma is often what to eat for dinner

Even if you’re feeling a bit blue, there’s always someone that will hold your hand

Love is about the little things

Happiness is when both of you read in bed after an exceptionally tiring day

Building IKEA furniture is like playing with LEGO when it’s just the two of you

Sometimes, you have to ask hard questions

Cooking together often becomes the most challenging and the most fun task

Even the tiniest problems matter to your loved one

It’s having those long talks in bed about everything and anything

It’s when you know your favorite cuddling positions

It’s having a favorite cafe, where only you two matter

The cold autumn wind can’t touch you because your heart always stays warm

Love means knowing when you need to say sorry

There is nothing more comfortable than falling asleep on your loved one’s lap

It is about exploring new things, even if it’s just your neighborhood park

It’s knowing that it’s not always rainbows and butterflies, it’s compromise that moves us along

As long as both of you are headed the same way…

…Everything will be just fine

Fonte aqui
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