domingo, 14 de junho de 2015

Tem um gato na minha cama

Quando vou dormir
Tem dias que encontro a cama
E dias que encontro o gato

Tem dias que o gato dorme
Tem horas que o gato se mexe
E mexe comigo
Ou mexo no gato

E quando o gato não dorme
E mexe a cama
Ele mexe comigo
E mexo no gato

Quando vou dormir
E tem um gato na minha cama
Encontro felizes, o gato, e eu

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Hat Rio 2015

Acabei de chegar do HatRio.
Um campeonato de ultimate estilo hat funciona com a inscrição dos jogadores, divisão de níveis e sorteio de equipes. A grande idéia é criar um campeonato divertido, equilibrado e troca de experiências entre os jogadores. Aprender e ensinar.
Aí eu pensei: qual a chance disso dar certo? Deve ficar desnivelado, as pessoas devem querer jogar com conhecidos então só os famosos bons vão tocar no disco.
Errei. Muito feio.
Meu pensamento no sorteio era conhecer pelo menos uma pessoa do meu time. Dei sorte, conhecia 3 e duas delas muuito boas.
Não era o mesmo time dos meus amigos, mas depois do primeiro jogo vi que o time ficou amigo de passe em passe e essa sensação foi um alívio.
Éramos 11. Time branco que virou time Olaf em homenagem ao boneco de neve que gosta do verão do filme frozen.
3 brasileiros, 1 venezuelano, 1 meio francês meio brazuca, 1 meio brazuca meio italiano. 2 usamericanos, 1 colombiana, 1 argentina e 1 chileno.
Uma mistura maluca que rendeu o 4° lugar do campeonato.
Faltou perna, sobrou areia.
Faltou pulmão, sobrou risada.
A superação mental pra ultrapassar o limite do desgaste sob o sol de Niterói e de frente pro mar que não se podia nadar.
Fiz lançamentos que não me arriscaria por medo de errar e que deram certo (nem todos).
Foi a ocasião perfeita pra melhorar a cabeça e testar coisas treinadas. O cansaço libertou algumas travas e as pessoas diferentes me ajudaram a me conhecer melhor como jogadora.
Tinha tudo pra ser um feriado quase perfeito. O time do Pedro foi campeão e o do Victor e da Ju campeão de espírito. Eu estava contente com o meu aprendizado pessoal mas acabou ficando perfeito quando ganhei o prêmio individual feminino de espírito de jogo.
Teve o casal MVP argentino e por um voto não teve o casal espírito brasileiro.
Mas depois de tanta coisa boa que aconteceu não se pode reclamar disso.
Fiquei contente porque todos saímos premiados.

PS: voltar à rotina fica difícil depois de tanta intensidade em tão poucos dias
PS2: vejo a seleção brasileira feminina de futebol e sei que tive condição de estar num nível de competição de copa do mundo, jogando nessa seleção.  Mas hoje, conhecendo o Ultimate e vendo as disputas fisicamente mais fortes pela bola, vejo que encontrei o esporte que a nível competitivo consigo conciliar minha índole com a disputa pelo disco. Da próxima vez que ouvir alguém dizer que se não quer que empurre que vá jogar vôlei ou tênis,  darei a sugestão do ultimate.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Gosto

Há humores e dores
Canções e mais cores
Iguais ou parecidos
Cada um tem seu preferido

Gestos e abraços
Carícias e beijos
Diferentes existentes
Seus, exclusivamente

Gosto não se discute
Já é hábito meu
Difícil mudar

Gosto, não tenho dúvida 
Virou hábito meu
Gostar de você

segunda-feira, 18 de maio de 2015

V, J e P

Voltar pra PG, praticamente no mesmo lugar que passei tantas viradas de ano, mas dessa vez com diferentes pessoas, novas e extremamente significantes. 48h intensas, divertidas e, como diria minha avó,  perfeitamente harmoniosas.
Foi tão legal que nem sei como dizer....... o jeito que me senti bem e acolhida é lembrança suficiente pra espantar uma legião de dementadores.
É, acho que isso explica bem  :)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Como fazer

Teve uma época
Que ouvia elogios
E não sabia o que fazer
Porque não podia corresponder

Hoje em dia
Quando ouço um elogio
E ele vem de  você
Não sei o que fazer

Porque não sei como dizer
Nem como escrever
O quanto gosto de você

quarta-feira, 6 de maio de 2015

The beauty of the light structures

Tudo começou com o grupo do bambu e um email do prof papaléguas.
Me inscrevi pro workshop do dia 05/05 como mandava o email e tinha uma palestra aberta dia 04 de manhã.
Só consegui levantar porque recebi um bom empurrão virtual logo cedo, da única pessoa que acorda cedo suficiente pra isso.
E digo que valeu muito mais que o esperado.
Cheguei cedo na poli, suficiente pra ler um pouco enquanto esperava o prof chegar e informar onde seria a palestra.
Encontrada a sala, o prof anfitrião da fau apresenta os palestrantes: a profa Sigrid Adriaenssens (Universidade Princeton) e Eng. Knut Sockhusen (SBP – Alemanha).
Tive que ligar a chave do inglês, britânico mostrando sinais de quem mora nos states já há alguns anos, da parte dela, que nasceu na Bélgica e estudou em Lomdres. E da parte dele, inglês do alemão, sem mais.
Basicamente ela queria ensinar a importância das formas "anticlastic", a inexistência de superfícies retas nas membranas e cascas, plantar uma semente de curiosidade nessa área em nós e se divertir com todos.
Ele já queria mostrar o lado prático da coisa e olhar de uma maneira paralisadora, pelo menos pra mim.
No workshop, fiz um grupo com uma estudante da fau e um da poli. Deu super certo nosso trabalho em equipe, não sei se acabei impondo minha idéia,  me pareceu ser do grupo.....
A profa Sigrid disse, na hora da avaliação dos projetos: Gostei muito desse aqui, da forma, do espaço vazio sob a membrana, da posição diagonal dos mastros para aumentar a área de captação de água, muito bonito mesmo, as curvas estão Boas,  parabéns.
E saí feliz de lá por isso.
Adorei essa profa, muito simpática e divertida, com um olhar de quem sabe o que diz. Entrou na lista de mulheres exemplo.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fim de abril

O tempo é a maior prova de que estamos vivos.
O tempo passa e faz as coisas mudarem.
E as pessoas também.
E também passam.
Contar anos, dias, horas, minutos.
Não conto.
Mas amanhã já vai ter passado um terço de 2015.
Mas só faz diferença pra algumas coisas.
Porque o fim de 2015 pode significar o fim da faculdade.
E vai.
E depois?
Não importa.
Penso em um dia por vez.
Em fazer esse dia ser vivido.
Alguns são atos pensados pro futuro.
E os outros são o presente.
Porque é hoje que eu vivo,
E hoje é a hora de fazer as coisas.
Se me perguntar que horas são,
Não uso relógio mas respondo sorrindo.
É agora.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Sudaka 2015

Quando suas fotos, seus amigos, seus interesses são sobre uma coisa, as outras ficam um pouco de lado.
Não vejo como crescer no futebol e vejo muitas possibilidades no ultimate.

No futebol competitivo vejo problemas de juiz roubar, jogadores fazerem firula, provocarem faltas anti-jogo e terem lances em que um quer machucar o outro. Nas competições que participei vi tudo isso e mais um pouco.
No ultimate competitivo vejo quase um mundo perfeito. Homens e mulheres podem jogar juntos, o princípio básico é evitar contato com o adversário,  respeitar e saber as regras, mas o ingrediente principal é poder comemorar todas as boas jogadas, e todas incluem também as do seu adversário.
Imagina no futebol o adversário comemorar com você um golaço? Acho que nunca.

Minha referência do ultimate vem do único campeonato internacional que disputei na Argentina,  o Sudaka. E o que vi lá foi inédito pra mim.
Sair contente com uma derrota porque o outro time era divertido, ver o defensor do time que derrotamos no golden goal não atropelar a menina do nosso time que ia fazer o gol da vitória, ouvir do time que ganhou de muito da gente vários elogios durante o jogo, ouvir do time que ganhamos de muito vários elogios durante o jogo, receber uma bênção de um time cristão e perceber no fim de tudo que meu time teve muito espírito de jogo também, pois ficou em terceiro lugar nesse quesito.
Nunca imaginei que uma intensidade de jogos tão alta e disputada pudesse caminhar com uma sensação de amizade entre todos tão mágica.

Não tive medo que o venezuelano mais alto e mais forte que eu, correndo do meu lado pra buscar um disco, me desse um empurrão pra me tirar da jogada. Não tive medo ao entrar em campo pensando que alguém pudesse fazer algo maldoso pra me machucar.

Pensava em como com uma movimentação inteligente eu poderia deixar o marcador pra trás.
Pensava ao entrar em campo como ia dizer "Oi tudo bem" pra pessoa que viria me marcar.

Só sentia alegria de estar em campo com bons amigos e bons adversários correndo atrás de um prato plástico voador.
E muita vontade de ganhar.

Eu tenho ótimas lembranças de campeonatos de futebol, mas agora quero construir com ultimate.

PS: O sexto lugar de 14 times, de acordo com a capitã Malela, seria melhor se o principal jogador do time, o jogador que eu mais gosto, não tivesse ficado doente

domingo, 26 de abril de 2015

Todo apego gera sofrimento

"No amor e nos relacionamentos pessoais vale a mesma regra. Você só estará pronto para amar verdadeiramente quando estiver bem sozinho, quando se bastar e não depender dos outros. Deve ser muito bom estar com a pessoa que ama, mas também deve ser muito bom estar sem ela. Seu amor não pode ser uma muleta.

“Quem não é um bom impar,
jamais será um bom par.”

Você também precisa entender que tudo que faz é por si mesmo, e não pelos outros, não deve esperar contrapartida.

Se quiseres preparar um café da manhã para a pessoa que ama, e surpreendê-la, faça-o e mergulhe todo seu ser nesta tarefa, absorva o prazer de cada instante, de cada detalhe da preparação. Entregue ao seu amor e curta cada detalhe, cada expressão do seu rosto, absorva aquilo e sinta todo o prazer que você merece. Depois, sinta-se satisfeito, compreenda que foi bom para você e que o outro não precisa retribuir. Não espere que lhe façam o café da manhã no dia seguinte. Se você não quiser repetir mais isso, não repita, mas também não cobre nada do seu amor. Você simplesmente fez o que queria e lhe deu prazer. Isto basta, acabou, não espera nada em troca. Você fez porque quis e foi bom para você ! Só isso ! Acabou !

Este é o amor incondicional, que não espera nada em troca, que não se apega porque respeita a liberdade do outro. Que ama a essência do outro e todas as suas formas de manifestação. Onde suprimir uma destas formas de manifestação é macular este amor, é destruir o que você ama.

Amar verdadeiramente é amar o outro em liberdade e não em uma gaiola.

Os que não entendem estes conceitos vão confundir isto com falta de interesse, porque só sabem viver no apego. Se apegam e se viciam em tudo que gostam e não conseguem entender como alguém pode gostar e não sofrer com uma perda.

Você deve amar ao outro como ser livre, sem posse e sem dependência. A sensação de posse vem da sua dependência, do medo de perder. Você não é livre porque depende e quer tirar a liberdade do outro para não perdê-lo.

Dependência não é amor, quem depende apenas usufrui. É apenas um vampiro. E dois vampiros formam apenas uma simbiose, mas nunca serão dois amantes.

“Dê a quem você ama:
asas para voar,
raízes para voltar
e motivos para ficar.”
Dalai Lama

Não há nada mais belo do que dois seres livres permanecerem juntos ligados pelo amor incondicional. Este é o verdadeiro amor, fiel pela sua natureza, que é a própria liberdade.

através de Prama Shanti"

Achei interessante esse texto,  combina com um momento muito feliz que estou vivendo.

Acrescento este vídeo de uma monja que sabe o que diz:
https://youtu.be/gjV5zaGd0gA

sexta-feira, 6 de março de 2015

Aquele que chegou e voou

Pensei ter controle, mas li uma nota
Mal terminei, inundei.
Lembrei de quem mal chegou.
Lembrei que amo quem restou.

Que bom é poder sentir,
Ter certeza que não é de lata.
Nem lembro do ligamento estirado.
Não vem de lá a dor que me mata.

A relação entre tudo? É a vida.
Porque tudo depende dela.
Ela é mais forte.
E um dia vou ser também.
Enquanto isso finjo que sou.

Pra parecer que estão sob controle,
Os pensamentos e as lembranças,
A chuva e o sol.
Dependem de nada.
Estão em tudo.

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