terça-feira, 1 de abril de 2014

About: Lilith - A essência do feminino

Os relatos mais difundidos sobre Lilith se encontram no Talmud, o livro dos Hebreus e ele nos leva a crer que Lilith seja um demônio, um espírito noturno que assombra o sonho de homens e mata criancinhas recém nascidas.
O mito hebreu nos conta que ela foi criada ao mesmo tempo que Adão, mas que foi moldada em terra e esterco. Embora suja Lilith era igual ao homem, com criação independente, diferente de Eva, que foi criada de uma costela de Adão.
Sendo igual, Lilith não se submetia a autoridade masculina e durante a relação sexual  Lilith questiona seu lugar sugerindo em ficar por cima.
Diferente dos animais e de suas fêmeas que ficavam por baixo dos  machos nas relações e que obedeciam e temiam Adão, Lilith tinha desejos e como seu único companheiro não os aceitava ela preferiu fugir  e viver com os outros únicos seres existentes: os demônios.
O mito de Lilith relatado pelos hebreus é na verdade o marco do início do patriarcado e ele registra a necessidade de legitimar a superioridade masculina.
Da anterior civilização sumeriana, o nome Lilith é derivado do nome Lil, a Rainha do Céu, que significa ar ou tempestade – o lado escuro e selvagem da deusa Inana. Lilith também está relacionada com a coruja - ave de rapina, noturna, silenciosa e que assim como a águia enxergar minuciosamente, porém na escuridão! Não obstante, ela é símbolo da sabedoria, que enxerga o que está oculto.
Era de Lilith que os homens medievais temiam pq os mitos da época a endemoniavam, pois ela incorpora o espírito do feminino livre, sexual, animal...
Ela representa aquela mulher que não foi moldada pelo Logus, que não foi bloqueada pelas exigências culturais e que vive de acordo com seus desejos individuais, puros, não se sujeitando às expectativas.
Ela é o protótipo da mulher real, verdadeira para si mesma, inteira e que prefere viver com os “demônios” ou as suas imperfeições a macular sua natureza por conforto, status ou dinheiro. Lilith é a mulher selvagem que abre mão do paraíso caso esse não lhe permita viver por inteiro. É aquela que ousa ver no escuro como as corujas, e abre mão do companheiro perfeito escolhido para ela pela educação e ousa viver a vida a partir de suas próprias experiências e escolhas, seguindo seus instintos com a coragem de uma leoa.
 É a mulher que ama a si mesma acima de qualquer homem e não se envergonha por isso.
É o que a torna rebelde para as autoridades e as regras sociais, mas lhe dá autenticidade, segurança e graça!
Lilith, a mulher original é força, potencialidade e fecundidade assim como a terra adubada (c/ esterco). Ela é o que todas nós somos no fundo do coração!

“Não posso conformar minha vida a modelos, nem jamais poderei constituir um modelo a quem quer que seja; mas é totalmente certo que dirigirei a minha vida segundo o que sou, aconteça o que acontecer. Fazendo isso, não defendo nenhum princípio, mas algo bem mais maravilhoso – algo que está em nós, que queima como fogo da vida.”
“Não posso ser fiel a ninguém, que não seja a mim mesma!”
(Lou Andréas Salomé  –  (uma Lilith do séc. XIX –  foi contribuidora e musa inspiradora de Nietzche, Rike, Freud e que lhes marcou a vida intensamente)
A ela minha mais profunda admiração!

Bibliografia recomendada: Lilith: A Lua Negra  e o Livro de Lilith
Fonte: Mistérios do corpo, Sabedoria da alma

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Transtorno

O dia q a moça q fica na esquina da saída da faculdade quase nua (sim, ela é uma profissional) não estiver lá, acho q vou ficar meio transtornada.....

quando alguma coisa não funciona pra vc ou está diferente, ocorre o transtorno.

Decidi que quero coisas em troca, perspectivas do futuro que eu quero, até ser egoísta nesse ponto. Culpa do tempo.
Daquele mesmo tempo que desperdicei porque era mais fácil responder que gostava de batata pra não ter que comer mandioca e pra esconder que eu gosto de macarrão.

Desculpe o transtorno, ele é inevitável.

O tempo também é.

Ambos passam.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Recordando Firenze: Ninjutsu

É interessante quando penso nas coisas que fiz na Itália. Foi todo um ano diferente, que hoje processo de um modo meio saudosista no meu cérebro. Mas queria falar no ninjutsu.

Treino desde 2008 com o Sensei Fernando e confio no que ele ensina. Confio mesmo, sem me importar com história, passado medieval japonês e regras burocráticas sobre de onde veio o que.
Na Itália, acabei encontrando uma academia e gostei da aula do sensei. Nem sabia que era Bujinkan e não sabia o que era Bujinkan por isso quando meu feeling me disse que seria bom confiei nele.

Quando descobri a trapalhada toda da bujinkan aqui no Brasil, fiquei meio chateada mas logo depois descobri que lá não era Bujinkan. Conversando mais com o pessoal que treinava acabei entendo que a bujinkan fez toda uma confusão mundial e na verdade ali era uma das poucas academias que realmente ensinam o que o Shihan master da Bujinkan ensinou.

Acabei então entrando num seleto grupo de pessoas que treinam uma arte milenar e o sensei ali era aprendiz do aprendiz do Japonês de cabelo azul, conhecido também como Hatsumi.

Hatsumi -> Kacem -> Francesco

Com o Fran, ele também não gostava que ficasse chamando ele de sensei, acabei conhecendo umas cidades vizinhas a Firenze, sempre pra ir treinar com outra academia, ou participar de algum evento. E teve o seminário com o Kacem, que foi sensacional.

O Kacem master me paquerou, mas o cara era assustadoramente bom e fiquei muito contente de treinar com ele e conhecê-lo.

No meu dojo, o próprio Fran com sua barba com design maluco e uns olhos azuis fulminantes era fora de série.
Eu gostava muito do Andrea também e do jeito chato dele. O sensei já gostou de mim desde o primeiro dia, a mulher dele me contou que ele ficava falando que eu era aplicada, aprendia direitinho as coisas. Mas quando o Andrea falou que gostava de mim também eu fiquei bem contente, porque ele nunca gostava de ninguém que aparecia pra treinar. E ele se vestia super bem também.
Foi um grupo bem engraçado e me diverti demais com eles.
Ótimas recordações.
Ótimas lições.

O sensei Fernando disse que minha postura estava diferente para lutar quando voltei e treinei com ele.
Comecei o ninjutsu lá na Itália como se fosse uma arte que eu desconhecia, dadas as diferenças de base e didático entre os mestres. Mas no final, eu sou uma só, e o momento de luta acabei juntando o que aprendi. E como sempre, acabo usando alguns aprendizados do Ninjutsu nas outras coisas, e não é diferente com o que aprendi na Itália.
Afinal, a Itália me mudou.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

The Voice Brasil Marmelada

E nessas horas eu me revolto por ainda assistir, pensar que algum programa da globo vai funcionar....
E me pergunto: a Rede Globo manipula o resultado ou a globo manipula o povo.

O The Voice estragou semana passada, na semi-final, quando os melhores cantores (Marcos Lessa e Cecília Militão) saíram.

Não é THE VOICE? O povo gosta tanto dessas musiquinhas em inglês, deveria aprender um pouco de inglês então.

The VOICE, Brasil, a VOZ.

Hoje, sem dúvida, a melhor voz era o Pedro Lima.

Os 12 milhões que votaram pelo Sam Alves que me desculpem, mas ele desafinou e o falsete dele irrita.

A Lucy Alves foi completa, apresentação firme, presença de palco e afinada. Ela já é artista. Mas não foi a melhor voz da final. Nem da semi.

Mas o mundo é injusto e dos endinheirados.
A voz do Brasil foi escolhida pela globo. E somos obrigados a aceitar.

Felizmente, com a internet ainda podemos escolher escutar vozes potentes como a Cecília Militão ou timbres arrasadores como o Marcos Lessa.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Parei

E então eu resolvi mudar?
Não.
Não mudei do nada.
Na verdade resolvi dar um tempo.
Dar um tempo pra mim.
Porque eu gosto de ser quem eu sou.
Porque resolvi parar de manter.
Parei.
Pelo meu puro e simples capricho.
Apertei o botãozinho.
E que venha 2014.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Aperto

Podia abrir a janela e gritar qualquer coisa, mas isso não ia aliviar a ansiedade que sufoca meu peito.
Nem escrever está ajudando.
Queria pegar um avião, rever as pessoas e voltar, do mesmo jeito que vou almoçar na minha avó, com a mesma facilidade.
Saber que não é simples assim me dá um aperto ainda maior....
Faço planos então, muitos, sem me importar com as impossibilidades. 
E nessa viajada que minha cabeça dá eu consigo dormir, ou sonhar acordada.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Nova Fase

Retorno ao blog, depois de alguns meses afastada, me readaptando (ainda) à vida normal.
1º de dezembro é um bom dia pra começar alguma coisa, só porque é o primeiro dia.

Ainda não estou de férias, mas decidi o novo rumo do blog.
Queria mudar várias coisas, mas talvez não mude muito.... não importa.

Gosto de escrever aqui, é o único lugar que escrevo o que quero, como quero.

Pensei em fazer outro blog, mas gosto desse aqui, adoro particularmente o nome, que me surgiu num momento de inspiração criativa raro.

Pensei em mudar o estilo de escrita, porque ando acompanhando um blog muito legal de um cara, mas não quero copiar o estilo dele, então desencanei dessa ideia.

Acho que o importante mesmo é voltar a escrever.
Quero focar em alguns temas de post, tipo o "o que fazer" e o "about" e tentar ser menos particular e mais contadora de história. Vontades, vontades.....
Continuo sem saber muitas coisas, continuo com vontade de voltar pra Florença, continuo com vontade de conhecer novos lugares, com vontade de me conhecer, jogando bola e em busca de algo mais.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Voltando pra realidade

Agora que estou em casa, pé no chão, aqui é Brasil!

A ficha não caiu muito bem, ainda não processei direito a informação.....
Amanhã não posso pegar a bike e dar uma olhada no Palazzo Vecchio ou no Duomo...
Nem vou esperar a Sere ou a Samu me darem carona pro jogo...
Não vou tomar um spritz ou caipirinha com o Ottavio.
A Susana não vai roubar um bocadinho da minha comida.
A Thaís não vem comer meu almoço em casa.
Não vou falar da Laura Pausini com a Ros, nem tomar café com a Anna.
A Irem não vai fazer café turco pra mim.
Nem a Rafa levar chimarrão.
O Eduardo não vai apresentar trabalho comigo, nem a Lisanne ou a Viola.

Que mar de pessoas conheci, conheço.
Que oceano de  lembranças levo comigo.
E agora recupero minha vida normal, será?

Tenho meus tão esperados 15 dias em Ubatuba.
Revejo a vovó, a família para então voltar pra rotina, renovada.

Foi bom ter esse tempo na praia pra pensar, por a cabeça no lugar, falar bastante, o meu bastante que não é muito mas é suficiente. Me reajustar.

domingo, 21 de julho de 2013

Adeus Florença

Tinha muito pra falar do dia de partir.
Partir, mas melhor dizer seria voltar.

Voltar pra casa, queria demais.
Agora que estou aqui, o que passei parece ilusão, de um ano que passou estranho.
Tudo diferente mas tudo igual. O que mudou, o que não mudou, aos poucos vou descobrindo.

Quem sou, como sou e como me encaixo nesse lugar que é o meu lugar. Qual é o meu lugar também preciso redescobrir.
As rotinas, estudar, trabalhar?

Nos últimos dias queria só que tudo fosse magicamente pra mala e eu acordasse em casa. Não foi bem assim...
Fazer as malas foi terrível, sexta à noite enquanto preparava tudo, chorei na minha varanda, minha ex-varanda. O que eu deixei, o que deixei de trazer e o que eu trouxe não tem como mudar.
Desapego, apreço.
Laços.

E então na minha mente faço laços de conexão ainda maiores, mais extensos e intensos. Um ano de convivência é suficiente pra marcar vidas. Ver mulheres feitas do time chorando porque eu ia embora me marcou. E eu sou eternamente grata ao que elas me proporcionaram, me acolheram, me ajudaram, muito mais do que elas imaginam.

Aprendi muito nesse ano. Mais do que o intercâmbio acadêmico, sobre mim, sobre a vida, sobre o mundo.

Disse tchau para Veneza 2 vezes e voltei uma terceira vez.
Disse tchau para Florença uma segunda vez na vida e quero voltar para o terceiro arrivederci.
Tenho motivos, tenho amigos, tenho fé.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As Mentiras das quais eu falo

"E continuo a dizer que os dias cinzas não me fazem triste,
Que as gotas de chuva na janela não me deixam solitária,
Que o calor do Sol não me abandona nas noites frias e sem luar,
Que sua ausência não tem importância...

E você, com seu inocente desprezo, acredita
Esquecendo-se da humanidade latente em mim escondida...
E o passado, como um velho encarquilhado, nos faz medrosos.
O futuro, tal qual criança mimada, nos faz imprudentes.

Serei capaz de continuar andando, de mãos dadas,
aproveitando a sabedoria do velho e a curiosidade da criança?"




Achei esse como rascunho aqui no blog. Pesquisei no google os versos e não achei nenhuma referência. Não parecem meus, acho que é a tradução de alguma musica. Mas estão aí, gosto deles.
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