presença
falta
saudade
todo dia.
Só não choro mais toda vez,
só algumas.
Janeiro - formos pra Peruíbe e fizemos mais aulas de surf. Comprei minha prancha
Fevereiro - Fizemos 3 super lasanhas pro meu aniversário no salão do prédio novo. A festa foi sábado e terminamos de cozinhar sexta mais de dez da noite.
Março - Finalmente! Comecei a ter aulas na USP. Escolhi cursar Esporte. Comecei a estagiar na ginástica artística com as crianças porque conheci a professora através da disciplina de GA. Nessa onda comecei também a participar do grupo de GPT
Abril - Eu e o Victor estamos conseguindo ir todo mês fazer aula de Surf
Maio - aniversário do Victor (Mari e Rapha) na parrilla Uruguaia
Junho - Torneio de Ultimate no Guarujá. BO grande porque iam me deixar no outro time sozinha. Eu nem ia mais, mas o Victor foi pro meu time e deu certo. Se a proposta fosse jogar no B desde o começo, eu não tinha deixado de ir em jogos do Apogeu pra ir treinar. Só eu sei o que eu senti.
Julho - Poços e surf!
Agosto - Voltar às aulas e eu vou pra Holanda pro casamento da Ninu. Foi uma viagem muito boa mas eu percebi que senti falta de alguém mais próximo pra compartilhar as coisas. Eu fico bem e me divirto, mas com o Victor seria ainda mais.
Setembro - agora aulas pra valer, grupo de estudos (conversar e aprender com Dantas, Thiba, Fábio e Renê) e estágio na natação. Conheci e convivi com a Kika e a Regina que eu conheci online. A Kika ainda me falou de estágio ~ CEPE e consegui resolver todo semestre na USP.
Outubro - NGF passou o trator no Pindorama em Brasília
Novembro - é oficial GymnUSP na Gymnaestrada 2023 em Amsterdã
Dezembro - Victor e eu vamos no Congresso de Pedagogia do esporte e passamos o natal só nós 2 em Peruíbe, com surf e camarão.
Eu parei essa história em março de 2021.
2021, literalmente, passou.
Muito tempo pra contar em palavras, e mesmo se usar muitas, posso me esquecer de algo.
De relevante, lembro que a pandemia continuou e perdeu força. Com a vacina, os hospitais foram ficando menos sobrecarregados porque as pessoas não estavam mais superdoentes.
Foi meu segundo ano de faculdade em casa. Não era o esperado, mas por algumas matérias até que foi melhor. No segundo semestre acabei conhecendo algumas pessoas da EEFE por conta dos projetos do PET, da reforma do CA e do grupo de estudos do fut.
Foi em julho de 2021 que arrastei o Victor pra uma aula de surf em Peruíbe e isso foi o começo de algo bom.
Agosto de 2021 aconteceu algo também que mudou a nossa rotina nos fins de semana. Precisamos aprender a nos encontrar sem depender da geração anterior.
Esse tempo é tão confuso que fica difícil lembrar quando aconteceu o que.
Já ia esquecendo que em setembro nós mudamos para o NOSSO apartamento, só com o básico mesmo e os armários ficaram prontos 31/12/2021.
2021 talvez tenha sido o preparatório, um meio de recomeçar, mostrar que é possível mudar. Uma retomada em que foi possível escolher o que fazer porque não havia dependência de nada.
Ela foi em paz
Feliz sem a bolsa
Feliz com seu passaporte
Feliz com a nossa viagem
Feliz com a vida
Vida que não teria depois de tudo que aconteceu sem ela saber.
Fico triste hoje mas depois vou cuidar da alegria que ela me ensinou a criar
Vou sentir muita falta dela
Vou até chorar quando pensar mas quero lembrar sempre com felicidade todos os momentos que tivemos.
E sei que as próximas alegrias ela vai acompanhar do meu coração.
6 meses se passaram
E foi tudo muito bem
Os dias foram vividos
E curtidos
Nos divertimos
Entre nós e com os outros.
Eu te levei onde precisou
Saímos juntas do fundo do poço
Pra um lugar novo,
Que vc não conhecia
Mas estava gostando.
Apesar da bolsa.
Apesar da bolsa fomos pra serra negra
E pra vários lugares
Até pra Ubatuba com a vovó.
E aí chegou a hora de tirar a bolsa que tanto te incomodava.
Pq não precisava passar o resto da vida com ela.
Atrapalhava demais você
E você apesar de feliz, estava triste com aquilo.
Então fomos, juntas mais uma vez até onde dava.
E deu.
A bolsa foi removida com o sucesso.
Mas o destino não quis que eu desse risada com vc sem a bolsa.
Ainda não deixou.
Talvez as 2h mais felizes que vc teve pós cirurgia sem a bolsa.
E dormiu, feliz.
Mas ainda não acordou.
Estou esperando, ansiosa.
Você acordar
E se não acontecer
Sei que estará feliz
Sem a bolsa,
Querendo me ver feliz.
E eu vou ficar.
Mas antes deixa eu chorar um pouco.
Porque vc faz falta, muita falta
E eu te amo
E eu pude te falar isso
E eu sei que vc sabe.
Nós vamos nos reencontrar.
Está difícil entender em que parte começou errado.
Se devia ter feito mais, acompanhado mais. Mas nunca se quer pensar o pior.
Não se quer saber da verdade e é mais fácil pensar que está errado e não tem nada. Podia não ter mesmo. Mas tinha.
Agora tanto faz o que foi ou não foi.
Não importa em que parte foi que desandou tudo pra chegar no ponto que chegou.
A primeira batalha já foi, mas a guerra ainda não acabou. A guerra de uma pessoa só. Forte. Toda fortaleza vai precisar se superar dessa vez.
E eu só posso esperar pra ver em que parte vai terminar
Depois do que escrevi e enquanto escrevia, chorei.
Não consigo entender nada.
Mas sei que quero estar com você.
Que quero seus abraços e beijos.
E sei que quer o mesmo.
O resto vamos dar nosso jeito.
Conversar e resolver.
Tenho pensado na vida.
Em como os quereres estão conectados às pessoas.
Em como as pessoas não deixam tempo para os quereres que só existem porque elas estão ali.
Em como daria pra fazer os quereres se não tivessem as pessoas.
Em como não teria esses quereres ligados à essas pessoas.
Em como os quereres seriam diferentes.
Em como daria no mesmo de um jeito diferente.
Tenho pensado no futuro.
O que eu quero ser.
O que eu quero fazer.
O que eu não quero ter. Ou quero?
Estive confusa.
Algo mudou.
Estou confusa.
Não sei o que foi.
Tenho medo que seja eu.
E do que posso concluir.
Não consigo analisar.
Sem as informações.
Preciso de ajuda.
E não sei como pedir.
Tenho medo de conversar.
Não quero confundir as coisas
Nem transferir os problemas.
Preciso de segurança no estar.
Parece que eu perco pro celular.
Parece mais de longe do que de perto.
Nem sei mais o certo.
Preciso da outra opinião.
Pra chegar numa conclusão.
Tenho pensado em mim.
Preciso me entender
E entender-nos.
Uma cama de rainha pra deitar sozinha.
Prefiro a cama de plebeu com O ex-judeu.
Tanto espaço vazio deixa o lugar frio,
Por isso tantos travesseiros em rebuliço.
Pra tentar aquecer e tentou esconder
Que podia cuidar, simplesmente amar.
Quem viria todo dia ocupar esse lugar
Que sempre foi seu, mas que como eu
Não sabia que existiria um
Nós
É sabido que super-homem e
Thor não existem.
Mas quem não queria ter um super poder?
Voar ou ficar invisível?
Ser super-forte ou ler mentes?
Voar em dragões, prever o futuro?
Seria interessante poder fazer coisas sobrenaturais
Ser um dos x-men ou até mesmo um power ranger
Ninguém é. Não desse jeito.
Mas todo mundo pode ser!
Nos pequenos gestos que ajudam alguém
Aquele amigo que dá um abraço no momento certo
A mãe que põe um lanche na mochila e o filho com fome não sabia que estava lá e encontra.
É o carinho sincero e acolhedor,
Que tudo cura por um instante
E por um instante existem heróis em todo lugar
Escondidos na ferocidade do cotidiano
Incógnitos em atos simples
Não sabem que tem super poderes
Mas fazem toda a diferença do mundo
Toda hora que não preciso pensar,
penso em como você está
Penso porque não estou com você
E porque não vou estar
Toda hora que penso em você
Penso que gosto de te escutar
Que gosto do seu sorriso e seu olhar
Me faz querer estar onde está
E onde você está
Não estou por enquanto
Mas nossa hora vai chegar
E é tão boa que passa rápido
Como não devia passar quando nada se faz
Max é tão bom nadar com você
Que o tempo voa como não deveria
E quem deveria voar não voa, como deveria
E aí nada disso existiria
Porque eu voava até você e nossa distância se resolvia
Eu fui pegar meu violão
Estava na cabeça a sequência de ação
No caminho me pegou e abraçou
Perdi o rumo pra seguir até a porta e me despedir
Mais uma vez, mais uma semana
Que eu espero te querendo
Todo dia pra trocar um olhar
Trocar de apartamento ou até de lugar
Eu fui pegar meu violão
Mas no meio do caminho o teu beijo me pegou
E me levou pra dentro de nós
Onde eu não sei o que acontece
Mas o entorno desvanece e os sons desaparecem
E eu só sinto os teus braços
Não me sinto só, não sinto nada
E sinto tudo ao mesmo tempo
Sinto que achei
O que eu nunca procurei
O doido que entendeu minhas idéias
E sabe antes de mim quando vou chorar
É o primeiro que consegui amar
O que acontece aqui
Que também acontece lá
Sintomas e respostas Parecidas
Em seres diferentes
E parece que não consigo ajudar nenhum
Mas é dito que magia que não existe
Não como se imagina nos filmes.
Mas como dizer que não tem algo
Porque não dá pra compreender
Mas e se tenho poder pra gerar bem estar?
E se existisse magia
Talvez fosse tudo em outro nível
E do mesmo jeito que pra isso não há jeito
Na verdade, um jeito para tudo há de se encontrar
Ele só está perdido
Ou achado longe demais
Que por uma razão qualquer
Não pode usar o poder de se transportar
E por isso envio de longe uma magia, pra tentar ajudar
Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
“Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”.
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Dr. Drauzio Varela
É estranho chegar nesse ponto da vida. Depois de respirar por 27 anos, pensar nesse tempo que passou e quanto foi vivido e revivido.
Pensar que nasci junto com a comunicação móvel. Ter visto meu pai ter pager e o celular tijolão e ver meus alunos de 5 anos usando smartphones.
Escrevi carta pro papai noel à mão. Hoje mandaria um áudio no whatsapp (eu não mandaria áudio nenhum, não porque não acredito mais em papai noel, mas porque não gosto de mensagem de áudio).
Da pessoa que sempre quis dirigir à que dirigiu um monte por dia e agora praticamente só dirige no fim de semana.
Da menina que foi aprender futebol, era perdida no campo, à que ganhou muitos campeonatos com o time da faculdade e hoje joga Frisbee também.
Da melhor aluna da escola à adolescente perdida no vestibular, perdida nas faculdades e agora tentando o título de mestrado.
Que caminho maluco foi esse que me trouxe até aqui, no mesmo lugar que nasci mesmo depois de passar por tantos lugares?
Quem decidiu as paradas e as pessoas que caminharam comigo. Em que momento elas entraram e saíram mas deixaram suas marcas invisíveis que me ajudaram a ser quem sou.
Que caminho maluco me colocou no seu caminho?
E como dois caminhos tortos podem andar paralelos?
Que magia do mundo faz eu transitar pra cima e pra baixo e voltar pra você sem me perder por aí?
Eu sinto muito forte a vontade de ser nós além de "eu".
Sinto que voltaria pra nós mesmo se eu precisasse viajar por muito tempo até chegar, mesmo se a marginal tivesse 300km e eu precisasse ir andando.
Sinto que o que sinto por você não vou sentir por mais ninguém.
Mas não era pra falar disso, era pra tentar entender como cheguei até os 27.
Cheguei tranquila, ansiosa em um bom aspecto. Afinal, 27 é um número interessante prós budistas e é o último ano do meu terceiro setênio.
Últimos anos são potencialmente marcantes.
Daqui um ano se eu me lembrar, publico o que marcou.
Daqui um ano, público o que mudou.
Até lá, sigo meu caminho que se mistura com o nosso.
(Imagino como se fosse uma minhoca vermelha e roxa,, em que vermelho é o meu e roxo o nosso, e ela vai mudando de cor de acordo com o momento. E a sua seria azul, porque azul + vermelho = roxo)
Sem mais minhocas, encerro esta mensagem.
Chove a chuva e corre o choro do fim do outono
Não se decidiu pelo frio ou calor
Mas é certo que quente será
quando a chuva parar de refrescar
Tudo tem um fim
É a certeza mais certa
Que termine perto de mim
Sem paredes e lençóis brancos
No edredom colorido e na TV o ruído
Das coisas que não importam
E no silêncio da mais importante
Não é hora da certeza mais certa, posso sentir
Mas não sei como vai ser quando a hora chegar